28 abril 2022

Não é uma novidade que o desenvolvimento e inovação de software evolua mais a cada ano e surjam novas tendências para o mercado.

Contudo, o coronavírus acelerou uma transformação digital no mundo. Dezenas de empresas migraram para a internet, milhares de pessoas descobriram a magia do mundo digital e o que aconteceria em apenas alguns bons anos, ocorreu em questão de meses.

Dessa maneira, a transformação digital impactou os processos, a geração de valores, o relacionamento com o público, tanto interno quanto externo, as estratégias de marketing e de venda.

Essas mudanças também chegaram no mercado de software. Durante o Gartner IT Symposium/Xpo 2021 Americas, de 18 a 21 de outubro de 2021, analistas previram que os gastos mundiais com TI, ultrapassariam os US$ 4 trilhões em 2022. Já em uma pesquisa divulgada em janeiro de 2022, o Gartner diz que os investimentos globais crescerão 5,1% se comparado a 2021, ultrapassando o valor pré-estipulado.

Esses resultados indicam os efeitos que a aceleração e a transformação digital trouxeram para esse mercado.

Qual a importância e benefícios do desenvolvimento de software?

O desenvolvimento de software possibilita unir tecnologia e estratégia como solução para diversos problemas de um negócio. Cada software possui seus objetivos com capacidade de aumentar o nível de produtividade das atividades em que for empregado.

Isso porque a tecnologia de um sistema consegue permitir maior controle dos processos da empresa. O que possibilita que tarefas, antes manuais, sejam feitas com eficácia e assertividade, minimizando erros, por exemplo.

Por envolver muito planejamento e estratégia, além de muitas análises, manutenções, implementações e testes, o software possibilita automatizar diversas aplicações. Cada codificação tem suas particularidades justamente para personalizar o produto conforme as necessidades do cliente.

Ou seja, a importância do desenvolvimento de sistemas está na eficiência de solucionar problemas de modo automatizado. Isso contribui para a otimização de tempo, serviços e funções na empresa. Inclusive, possibilita que haja redução de custos a longo prazo.

Veja agora alguns exemplos de sucesso de como o desenvolvimento de software transformou a realidade de empresas nacionais e estrangeiras.

O Linux ilustra a importância da inovação de software

Em 1991, o finlandês Linus Torvalds publicou em um fórum de desenvolvedores o que seria a base do Linux. O sistema operacional passou a ser desenvolvido colaborativamente, tanto por indivíduos interessados em desempenho, estabilidade e segurança ou por empresas como Intel, Amazon, Google e Canonical.

Hoje, o Linux é o coração de plataformas como o Android, líder em mercados como computação na nuvem e IoT. De acordo com um estudo de 2018 da Red Hat, o Linux está presente em cerca de 70% da base instalada de servidores no mundo. A empresa foi adquirida pela IBM pelo valor de US$ 34 bilhões e é um importante player deste mercado. Recentemente, a própria Microsoft investiu em um sistema Linux distribuído aos clientes e comprou o Github, uma espécie de rede social para desenvolvedores e cujo código original também foi escrito por Torvalds.

A Samsung usa a inovação de software desde a década de 1990

A Samsung criou a iniciativa Next em 1994 para criar um ecossistema de inovação que visa transformar softwares e serviços. A empresa trabalha lado a lado com startups para escalar e transformar ideias em negócios prósperos, solucionando grandes problemas globais. O projeto atua em Berlim, Nova Iorque, Seul, Tel Aviv e no Vale do silício.

As áreas de negócios do projeto são: inteligência artificial, saúde digital, setor de mídia e computação de borda.

Um case de sucesso desta última modalidade foi a SmartThings, aplicativo da Samsung desenvolvido para gerenciar os aparelhos smart da casa. Nele, o usuário cadastra seus eletrodomésticos inteligentes com a possibilidade de controlá-los pelo celular — como um controle remoto universal de bolso. A inovação possibilita que milhões de pessoas tenham experiência em IoT em seus lares.

Grupo PSA é mais um case de inovação de software

A fabricante de carros francesa PSA, donas das marcas Peugeot e Citroën, investe em inovação de software e criou a rede de pesquisa OpenLabs que visa aumentar sua agilidade para comercializar soluções inovadoras e detectar novas tendências e modelos de negócios.

A multinacional quer repensar o futuro da indústria automobilística e ainda projetar os carros do futuro. Um dos seus laboratórios, o Instituto Nacional de Pesquisa Dedicada ao Digital (Inria), localizado na França, é dedicado à exploração da ciência digital e da tecnologia. O projeto estuda áreas como a condução autônoma, os serviços de mobilidade, a produção, as ferramentas de concessão e até mesmo como melhorar a eficiência e a viabilidade dos resultados obtidos pelos métodos de inteligência artificial para utilização no mundo automóvel. A companhia conta com uma rede global de 18 laboratórios: 12 ficam no país sede, quatro na China e mais duas estruturas, no Brasil e outra em Marrocos.

Inovação de software no Brasil está ganhando força

Confira o case de sucesso do Luiza Labs

Foi-se o tempo em que o Luiza Labs, laboratório de tecnologia e inovação do Magalu (também conhecido pelo seu nome de “batismo”, Magazine Luiza), podia ser descrito como uma espécie de startup corporativa formada por um grupo de jovens sonhadores.

Nos últimos três anos, o número de profissionais mais do que decuplicou: hoje são 1 200 colaboradores divididos em quatro “casas”: São Paulo, Franca (SP), Uberlândia (MG) e São Carlos (SP).

O salto está diretamente relacionado à expansão da empresa. O e-commerce – composto pelo site do Magalu, o aplicativo de vendas, o marketplace e as operações de empresas adquiridas, como Netshoes, Zattini e Época Cosméticos – cresceu 93% em 2019 e hoje representa 48% do faturamento.

Desde sua criação, o Labs se apoia em alguns pilares tecnológicos – como Big Data, desenvolvimento mobile e plataformas digitais – que vêm norteando a estratégia do Magalu.

O laboratório passou a ser explorado em potência máxima a partir de 2016 e, daqui para frente, segundo o CTO da empresa, o plano é manter o Labs como um guia para que o Magalu – um gigante com 6,3 bilhões de reais em caixa para investir em inovação – siga firme em seus próximos passos.

Inovação de software cria novo mercado

Open Banking vai revolucionar o ecossistema financeiro

Existe uma revolução no mercado bancário brasileiro e ela não é o Pix. Chama-se Open Banking, uma nova forma de intercâmbio de informações que permite mais transparência e competição neste mercado, popularmente conhecido pela sua concentração em poucas empresas. O Open Banking permitirá que os clientes possam migrar seus dados de histórico bancário para outras instituições.

Hoje em dia se você paga uma conta, faz uma transferência ou recebe salário, os dados são de propriedade dos bancos. No novo modelo, esse histórico de relacionamento será pertencente ao cliente, em sintonia também com o que preconiza a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

O mercado financeiro deve adotar uma camada de tecnologia padronizada, uma forma de comunicação fácil para simplificar a portabilidade de dados”, explica o site do Nubank.

Essa troca de informações será feita por meio da interface de programação de aplicativos (API, em inglês). Elas já são parte da nossa rotina, usadas para se cadastrar num site com login do Google ou do Facebook e também para realizar pagamentos em uma loja online com um sistema de terceiros, como o PayPal e o PagSeguro.

A grande vantagem do Open Banking é que as informações bancárias serão descentralizadas e compartilhadas, dando ao cliente uma maior flexibilidade para consumir produtos e serviços mais adequados às suas necessidades. Hoje em dia mudar de banco tem uma barreira muito grande, que é a burocracia e a necessidade de desenvolver um relacionamento do zero. Ao permitir que o cliente escolha que solução ele deseja usar, a tecnologia será a base para criar um ecossistema, ampliando assim a oferta de produtos e serviços financeiros.

No Brasil, as regras serão definidas pelo Banco Central, que está ainda ouvindo as partes interessadas, discutindo e desenhando o processo. No Reino Unido, Open Banking já está em funcionamento e os países da União Europeia devem implementar a novidade futuramente, assim como os Estados Unidos, Austrália, Japão e Hong-Kong.

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Inova FI

Esse foi o último artigo do Inova FI, série de artigos criados pelo FI Group sobre as principais tendências do ecossistema de inovação. Caso você não tenha acompanhado os anteriores, clique aqui e fique por dentro!