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A inovação vai muito além de inventar algo novo, como um produto. O termo inovação significa “a introdução de algo novo”, ou seja, ele extrapola a percepção de simples criação de algo que não existe, passando a considerar todo um processo para o qual este “algo novo” possa ser introduzido no mercado.

A inovação tem sido um dos tópicos mais discutidos das últimas décadas, sendo uma das principais pautas a possibilidade de gerenciá-la. De todo modo, existem boas práticas que mostram que é possível fazer a gestão da inovação que, geralmente, são relacionadas à atividades como: ter ideias; desenvolvê-las; priorizá-las; implementá-las; e colocá-las em prática.

Ademais, a gestão da inovação se faz necessária por diversas razões, ela serve para: mapear o processo de inovação, criando uma visão panorâmica de todo o processo, permitindo que a alta administração identifique as áreas de melhoria; prever melhor as condições do mercado, criando uma visão ampla, ajudando a prever mudanças e identificando os segmentos mais novos, monitorando as tendências dos clientes; para garantir o tempo adequado de introdução no mercado, reduzindo os riscos de inovação atrasada, sendo o sincronismo incorreto das etapas inovadoras um dos principais motivos pelo fracasso dos projetos.

Existem diversas estruturas para se classificar as inovações, porém, do ponto de vista mercadológico, é possível definir uma matriz de inovação, que leva em consideração a tecnologia. O mercado fornece 4 possibilidades de classificação, que são: inovação incremental, que tem como foco a utilização de tecnologias já existentes, aumentando o valor para o cliente em seu mercado de atuação; inovação disruptiva, que envolve a aplicação de novas tecnologias ou processos ao mercado atual das empresas; inovação arquitetônica, que consiste em agrupar as lições, habilidades e tecnologia geral e aplicá-las em um mercado diferente; e inovação radical, que normalmente se refere ao que se pensa sobre a palavra “inovação”, geralmente dá origem a novas indústrias e envolve a criação de tecnologia revolucionária.

Além disso, a matriz de inovação auxilia na ilustração das possibilidades que as empresas possuem de inovar. É certo que existem mais maneiras de inovar, porém, essas definições apoiam as empresas a definirem os conceitos para si mesmas, bem como classificar as iniciativas em seus portifólios.

O FI Group, empresa que assessora os seus parceiros na gestão do financiamento de projetos de P&D há mais de 20 anos, na 34ª edição de seu newsletter de inovação, abordou o tema “A importância do investimento em inovação para impulsionar a competitividade das empresas”, publicação que explicitou que o investimento em inovação é um dos pilares mais importantes para manter a competitividade das empresas. Isso ocorre devido à existência de diversos programas de incentivos e financiamentos fiscais, que são desenvolvidos para viabilizar a inovação, sendo um dos principais exemplos, no Brasil, a Lei 11.196/05 (Lei do Bem), que cria concessões para empresas do setor privado que investem em atividades de pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas, reduzindo significativamente a incidência de impostos.

Dessa forma, é notável que o investimento da inovação traz muitos benefícios para as empresas, pois contribui para a otimização de seus processos e produtos, aumentando o resultado financeiro, tanto decorrente de melhor aderência ao mercado, quanto por meio de concessões de incentivos fiscais.

Armando Andrade, Líder Técnico do FI Group.

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