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Em meio à situação global com o aparecimento do novo coronavírus e o aumento da inflação, muitas empresas fecharam as suas portas, entraram em dívidas e/ou obtiveram um insucesso em seus planejamentos financeiros, afetando negativamente a economia do país.

Por outro lado, mesmo diante dessa crise, àquelas empresas que aderiram ao financiamento público tiveram um impacto positivo em sua produtividade, além de um ganho na competitividade ante às demais. Esses financiamentos são oferecidos pelo governo e, normalmente, por apresentarem taxas de juros mais acessíveis, proporcionam melhores condições, comparados aos financiamentos do setor privado. Outra vantagem do uso desse subsídio é poder solicitar parcelas menores de empréstimo, de acordo com a necessidade da empresa, tendo também um prazo de carência e de amortização maiores.

Para requisitar esse benefício, é importante que as empresas não estejam inadimplentes com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e/ou FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), as quais são as principais empresas públicas brasileiras financiadoras e que já contribuíram no incentivo de muitos projetos voltados à pesquisa e desenvolvimento (P&D) e inovação tecnológica.

Além disso, é recomendado que o plano de negócio do projeto esteja bem estruturado, para que o recurso seja aceito com mais facilidade, visto que o processo de avaliação com o prazo de contratação pode levar de quatro a doze meses para, então, ser aprovado. Esse procedimento de financiamento envolve desde a pré-análise financeira da empresa, no qual aprova-se ou não o benefício, e analisam-se todas as atividades e dispêndios previstos, até a execução final do projeto, acompanhado de um dossiê com toda a documentação técnica.

É importante salientar que o BNDES e a FINEP oferecem a possibilidade de financiamentos não reembolsáveis, ou seja, os recursos financeiros não necessitam ser devolvidos, com tanto que haja o cumprimento de todas as regras estabelecidas no contrato para a realização do projeto. Essa modalidade de financiamento é comumente utilizada em projetos que executam atividades de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação). Por outro lado, os recursos reembolsáveis, ou seja, que são obtidos em condições mais vantajosas em relação aos prazos de carência e amortização, precisariam  ser devolvidos. Com isso, os financiamentos públicos, tanto os reembolsáveis quanto os não reembolsáveis, podem servir como um excelente aliado para as empresas que buscam desenvolver e aprimorar os seus produtos, processos e/ou serviços, além de trazer propostas inéditas e de alto grau de relevância ao setor beneficiado. Esse investimento acaba contribuindo, também, para que as empresas tenham um melhor posicionamento no mercado, devido às suas crescentes produtividades e inovações e, consequentemente, uma competitividade nacional e internacional alavancadas, estimulando o aumento da economia brasileira.

Por Stephanie Fratin Taveira, Consultora Técnica FI Group.

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