3 maio 2023

A inovação é parte essencial de qualquer empresa que busca um crescimento constante no mercado. Muitas vezes vista apenas como um mecanismo a ser utilizado por companhias do setor de Tecnologia da Informação (TI), a inovação vai muito além e pode fazer parte de todos os setores da economia. O Brasil, por exemplo, tem avançado com relação aos seus investimentos em inovação e, atualmente, ocupa a 54ª posição no Índice Global de Inovação (IGI 2022), entre 132 países, ganhando três posições em comparação ao ranking de 2021.

Neste sentido, para fomentar ainda mais o investimento em inovação nas empresas, os incentivos fiscais, servem como apoio aos projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) das companhias. Esses mecanismos promovem a redução ou isenção de impostos, a fim de estimular o desenvolvimento do país.

No entanto, apesar do notório avanço, ainda existe um grande gargalo nas empresas que realizam ou contam com a intenção de promover a inovação em seus processos ou negócios. Trata-se da gestão de inovação, muito ligada à falta de documentação, de sistemas, ou até mesmo, de pessoas capacitadas para entenderem e organizarem as informações técnicas e financeiras que permeiam o processo de inovação.

Desta forma, para que as organizações possam realizar uma gestão de inovação mais eficiente, atualmente já é possível contar com o auxílio da tecnologia, por meio de sistemas e aplicativos que gerenciam as informações em tempo real e fornecem dados relevantes para as tomadas de decisão.

Os benefícios do uso da tecnologia na gestão de inovação

A utilização da tecnologia como meio para gestão de inovação permite que os setores de uma companhia atuantes em um processo inovativo, como RH, projetos, financeiro e tributário, possam manusear e avaliar as informações de forma mais intuitiva e organizada.

Assim, empresas que antes aguardavam finalizar o ano em exercício para apenas em janeiro analisar o que tinha sido gasto com inovação no ano anterior, por exemplo, podem, com o uso de ferramentas tecnológicas, acompanhar estes gastos e ações em tempo real e não apenas tomar decisões mais rapidamente, como também verificar se estão elegíveis a um determinado incentivo fiscal.

Além disso, por meio de uma tecnologia de gestão de inovação, a organização ganha um efeito financeiro de fluxo de caixa positivo para si mesma, além de uma dependência menor das pessoas envolvidas no processo, automatizando e agilizando as operações.

Outro ponto importante é que ao identificar e gerenciar os projetos de PD&I, a companhia conquista tempo para conferir outras áreas que podem também desenvolver inovação e não estavam sendo mapeadas.

Um novo olhar para inovação

Um dos principais desafios que as empresas possuem na gestão de inovação é justamente identificar o que é inovação e rastrear devidamente as informações técnicas e econômicas desse processo de inovação legal. Para se ter uma ideia, ainda existe um volume significativo de projetos inovadores que acontecem nas companhias, que não são mapeados como inovação. Por este motivo, aplicativos e soluções tecnológicas também mapeiam, de forma mais profunda, os possíveis processos inovativos das companhias.

Um dos principais exemplos é a fase de ideação da inovação, ou seja, o processo de preparo para a realização de qualquer projeto propriamente dito. Geralmente, a maioria das iniciativas são reconhecidas como inovação quando já entraram no fluxo do processo, porém a fase que antecede a isso, consiste em controlar o fluxo de pessoas que estarão envolvidas, a criação e as ideias discutidas, entre outros pontos que também são considerados como parte da inovação, sendo, portanto, essencial ser gerenciado e otimizado.

Tecnologia é inovação e a inovação precisa da tecnologia

Não é segredo que a tecnologia é uma das maiores inovações da humanidade e, para evoluir digitalmente, as empresas consideram aplicá-la em diversas áreas. Desta forma, é preciso entender, de uma vez por todas, que a inovação em uma empresa também depende de tecnologia para fluir de forma mais consistente. Assim, uma companhia que realiza sua gestão de inovação com o apoio de uma solução tecnológica alcança um desenvolvimento muito mais eficiente e responsável.

Rafael Costa é Country Director do FI Group, consultoria especializada na gestão de incentivos fiscais e financiamento à Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).